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_______________________________Foto: Nelson d’Aires

Pego-a pela cintura com um brutal puxão colando-a em seu corpo.
Foi tirando sua blusa antes que ela tivesse tempo de impedi-lo.
Uma sensação que jamais tivera em outros quartos.
Ela se defendeu arranhando seu rosto com as unhas, uma luta feroz, isenta de qualquer violência, como dois amantes inimigos tentando se reconciliar.



__________ad____________________________cúm
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_____________E______________pli
______________sários__________________________ces___



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De repente as agressões tornaram-se carícias.
Descuidou-se da defesa e, quando tentou reagir do que ela mesma tinha feito possível, já era tarde.
Ele perdera o sentido da realidade lembrando-se de seus momentos de felicidade que tivera com ela.
Foi procurá-la decidido de que ela era que o fazia bem.
A anciã que abriu a porta insistiu que nunca havia conhecido uma mulher de cabelos esbeltos e olhos sonhadores.
Choro com a cabeça apoiada na porta, consciente de que estava pagando os prantos atrasados de uma morte que não quisera chorar no seu devido tempo.


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Aproveito para agradeçar o carinho da querida :: Yara :: pelos prêmios ofertados.
Obrigadíssima! É nosso!


43 Comente Aqui:

Uma morte que não quisera chorar no seu devido tempo.

Perfeito.

Lindo o lirismo, linda a passagem do tempo, linda a poesia que se esconde entre as linhas; inclusive, do tempo.

Parabéns, menina.

Do alto da montanha, um arranha o arranha céu...gostei.

Até mais!

Sexy...
Um texto lírico com toques de erotismo.
Inspirador.
Parece um pouco aquelas lendas urbanas,rs.
Gostei muito, principalmente pela forma com que fechou o texto.
Brilhante e de um ritmo muito equilibrado.
Parabéns, mocinha

Beijinhos meus. =)

Eu ando chorando uma morte tb, que foi cedo de mais... Mais um amor que tenho que matar...

Ai ando tão sentimental

beijos

Nossaaaaaa!

SURPREENDENTE D+

Amo estes teus textos que começam de um jeito e terminam de outro totalmente inesperado.

UM DOS MELHORES!!!!!!!

Bjs

Fiquei sem ar no início, e sem ar pelo final.

"consciente de que estava pagando os prantos atrasados de uma morte que não quisera chorar no seu devido tempo"

Tudo muito bem escrito, do início ao fim.

beijo

Esqueci, a imagem como sempre super bem encaixada com seus textos, não sei se é tu que escreves para eles ou eles que se formam pelas imagens.

Olá Bianca, o seu texto está muito bom hein... surpreendente o final..

Nossa, vc acredita que depois que vi seu comentário, vc falando sobre os livros, lembrei-me que não inclui na lista um livro da Clarice Lispector...rsrs liguei sua pessoa a grande Clarice.

Valeu pela visita...

bjos

Você nos faz tão bem com sua escrita... acho que a paixão tem esse "quê" de violência, por ser visceral e incontrolável... claro, que com alguns limites... será?
Beijos

Oi, Bianca!

Esse texto é um coração desenhado num vidro embaçado ou num espelho..., prestes a se evaporar.
A evanescência do espaço que existe entre cúmplice e adversário, e que pode transformar um em outro, está muito bem expressa e exposta.

Parabéns, Bianca!


Beijos,

Marcelo.

Muito bom este texto Bianca,
cheio de verdade,
poesia da vida,
As coisas que ficam pela metade, nos marcam, e acabam, como tudo, passa, é efêmero.

Essa efemeridade foi bem referenciada aqui, suas palavras sempre muito bem colocadas.
Parabéns, amei!

Ps* Sobre meu texto, "Menininhas". Não gostei dele, nenhum pouco liás, e só postei, pois estava com saudade de colocar um texto em meu blogs, entretando, obrigada pela leitura.

Beijos,
Dyane Priscila.

Atual e eterno texto, que colocado em suas mãos e programado em sua mente, Faz com que deixemos de lado o fato, apenas por fracões de segundo e choremos junto ao companheiro que perdeu sua amada por não saber controlar amor e impulso. Poderia você, Bianca ter postado este texto antes do acontecido?

Lindo! Maravilhoso! Clean!
Parabéns
Beijão
Mirze

josiane moreira disse... 3 de abril de 2008 16:28  

AMO este teu senso de percepção ao prender o leitor a sua escrita.

Perda
Pedra
Tanto pede
Quanto erra
Encerra
O que não se mede
De tanta sede
Teve medo
Parecia cedo
Mas era tarde...

incrível... como eu sou meio lento tive que reler algumas vezes, é surpreendente. Além do mais, reler você, Bianca, é sempre muiiiiito bom.

parabéns

Belo texto, tua escrita tem lirismo e ardor, reflexões sempre envolventes, parabéns pelo talento com as palavras e sensibilidade moça bonita.

Beijos.

Gostei muito do seu texto...leitura que prende e deixa gostinho de quero mais.
Parabéns!
Bjinhos!

Olá...
Sempre que me sobra um tempinho, passo por aqui para degustar tua arte...

Oi, Bianca... Hoje fui dar uma olhada no meu velho blog abandonado e me deparei com seu comentário que me deixou, assim, toda prosa. Tem tempo que não posto, dei um tempo de vida virtual pra não deixar a vida real em suspenso(como há tempos vinha fazendo). Mas seu comentário me trouxe aqui, surpresa agradabilíssima seus textos, tô lendo aos poucos e adorando... Gostaria de mencionar que "Rua" sugere imagens tão familiares pra mim que chegou a me dar saudade de um lugar que eu nunca estive. E me emocionou muitíssimo. Lindo! Bjs.

ô guria! isso aqui me apraz sempre.. não tenho vindo muito aqui pq minha mudança me deixou sem internet por um tempo.. mas tá muito bom mesmo..
bjo

Excelente, como os demais posts.
Sim, sobre LEgião Urbana sempre há algo novo a ser descoberto.


Um abraço!

Conciso e surpreendente, você está escrevendo maravilhosamente.
Beijos

Lindo, lindo, lindo!

Um texto que prende a leitura do incício ao fim...

Faz-nos viajar em meio as palavras, formando um filme em vossos pensamentos, com lembranças do futuro se formando com protagonistas diferentes, em mentes diferentes...

BeeeeeijãO, Bianca!

Parabéns!

Bianca, que maravilha de espaço! Parabéns. Virei sempre...

Confesso que fiquei muito emocionado com a leitura deste texto.

como se perder no caminho da história própria
como reencontrar a solidão

São inspiradores seus textos, poesias da alma. Tocam em partes do corpo ausentes, e que retornam a viver por imstantes. Esse é o dom da poesia, que em suas mãos se tornam flexas, capazes de reviver momentos e sentimentos esquecidos, adormecidos. Lindo espaço, lindas poesias. Obrigado pelo grato convite, A. Lana.

Oi!
Eu de novo, é que vi os prêmios e resolvi cumprimentá-la.
bjs

parabéns pelo belíssimo e emocionante texto. É lindo ver como seu texto desabrocha e tão suavemente surpreende.

parabéns pelos prêmios!!!

Bjos

Tudo poderia ser metáfora do tempo.
O brutalizamos rompendo-o a todo instante, e sempre há restos não aproveitados do tempo pelos quais chorar.

Beijo de Paz.

Se apenas a separação fosse tão clara entre a "vida" e a "morte", algumas coisas seriam mais simples, menos difíceis.

Acho que quando é dito que entre o amor e o ódio existe uma linha muito tênue, é verdade. Acho que esse ódio é uma defesa, uma forma de preservação de algo que ainda é muito real.


p.s. - Desculpe o atraso, Miss Blogger. Muitas correrias pequenas consecutivas...rs...Mas, ainda estou por aqui. ;)


B.E.I.J.O.S.

é tão triste quando as lágrimas chegam atrasadas.......

beijos, linda

MM.

Çok güzel bir site.:)

Intrigante!

Vim à pezito do orkut até aqui só pra repetir: cada vez melhor tua criação! Adoro te ler.
Mais sucesso sempre guria!
Anderson

Ainda bem que eu não comentei isso aqui da primeira vez que li... só agora, lendo com calma, foi que percebi quem era a 'mulher de cabelos esbeltos e olhos sonhadores.' ...

me arrepiei toda! rs

belíssimo isso...

bjão, menina

Ana Lia Gonçalves disse... 8 de abril de 2008 01:19  

Olha eu aqui...retribuindo as visitas, sem café, bolachas, mas com meu carinho de sonhadora!

Vamos em frente que, brasileiro está descobrindo uma outra forma de ler, desta vez , aqui na internet.

Beijos menina, você é uma muito bonita, duplamente bela, por dentro e por fora.

Ana Lia Gonçalves
www.anallia.blogspot.com

Olá Bianca,

o choro atrasado é chorar duas vezes.. adorei seu poema..

O template já veio assim, mesmo se eu quisesse mexer nele, ia ficar só na vontade...rsrs pois seria mais fácil eu destruir o template do que aperfeiçoa-lô.

bjos

Se isso aconteceu, ai,ai,ai


Vim te convidar para fazer parte da blogagem coletiva contra o analfabetismo no Brasil.
Passa lá no meu blog lê o post de convocacao do dia 25 de marco. É um assunto que eu acho que temos que nos enganjar.

Boa semana

Lírico esse comecinho:
Pego-a pela cintura com um brutal puxão colando-a em seu corpo.

quem dera fossem todas as coisas assim...

bem legal esse teu espaço...
venha conhecer o meu, qualquer hora...
Kimota

Bianca, querida!
cada vez que venho aqui, me surpreendo mais e mais...
adoro.
pena não poder vir todo-santo-dia.
Mas me deleito aos poucos, com gostinho de quero mais.

Um beijo!

São prêmios merecidos, tenha certeza!

Beijo!

(adorei a imagem do "blog cabeça" !)

Que delícia seu texto, Bianca!

“A anciã que abriu a porta” não se reconheceu no que ele LHE havia encontrado..?! Por que?! Por que o tempo da espera nos é tão penoso se apenas com um SIM à vida e suas dores podemos nos re-encontrar novamente na sonhadora de cabelos esbeltos?!
Esse final lembrou-me a transformação da Blanche Fleur de Parsifal na velha barbada... Pena, o Castelo é atingido doravante por tanta nostalgia e remorso...
Texto digno de uma exegese analítica!
Parabéns, Bianca!

Bjos doces!

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"O senhor... Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão".
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